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ESPERANÇA, PROBABILIDADE E AÇÃO

ESPERANÇA, PROBABILIDADE E AÇÃO José Fernandes de Lima [1]   A esperança é um sentimento de expectativa e confiança em relação ao futuro. Ter esperança é acreditar que algo bom vai acontecer, mesmo quando as circunstâncias atuais são desfavoráveis.  A esperança se diferencia dos desejos porque estes são anseios ou vontades por algo específico. Os desejos são mais concretos e imediatos do que a esperança. Eles são frequentemente baseados em necessidades ou vontades pessoais e podem ser de curto ou longo prazo.  A esperança tende a ser mais duradoura e resiliente, enquanto os desejos podem mudar com frequência e são mais suscetíveis a serem realizados ou não em curto prazo. A esperança nos inspira a acreditar que, apesar dos obstáculos, algo de bom pode surgir. Ela se baseia na crença de que o inesperado é possível. Ela pode nos dar energia para continuar agindo, mesmo quando o caminho é árduo. Podemos dizer que a esperança é mais do que um sentimento, ela é uma escolha, po...

SOBRE A PRESENÇA DAS ESPIRAIS

SOBRE A PRESENÇA DAS ESPIRAIS José Fernandes de Lima [1] As espirais são figuras geométricas que impressionam não apenas pela sua aparência, mas também pela sua presença e importância em muitos aspectos do mundo ao nosso redor.  A imagem da espiral ocorre com mais frequência no nosso cotidiano do que normalmente nos damos conta.  Seja na matemática, na natureza, na física, na arte ou no simbolismo, as espirais nos lembram da interconexão entre diversas disciplinas e do padrão contínuo de crescimento e transformação que permeia a vida.  As espirais, em suas diversas manifestações, nos oferecem uma rica oportunidade para entender não apenas fenômenos naturais, mas também aspectos do desenvolvimento humano, cultural e tecnológico.  A observação atenta dessas formas pode nos levar a uma melhor compreensão não apenas do universo físico, mas também da experiência humana em sua totalidade. Elas apresentam uma estrutura curvilínea que pode ser observada em muitos fenôme...

SOBRE O NASCIMENTO DA FÍSICA QUÂNTICA

SOBRE O NASCIMENTO DA FÍSICA QUÂNTICA  José Fernandes de Lima [1] Num artigo anterior, falamos sobre as comemorações dos 100 anos do trabalho apresentado pelo físico alemão Werner Heisenberg que modificou a forma de tratar a dinâmica das partículas subatômicas.  Dando sequência, vamos explicar os pontos em que a nova teoria apresentada por Heisenberg difere da forma anterior de interpretar o mundo natural. No final do século XIX, a humanidade parecia satisfeita com a explicação da realidade que podia se resumir a partículas de matéria guiadas por poucas forças.  Apesar de a teoria ter alcançado aceitação universal, alguns fatos se negavam a obedecer às explicações padronizadas.  1925 é considerado o marco do nascimento da física quântica porque foi em meados daquele ano que um jovem físico de 23 anos teve uma ideia que permitiu explicar todos os fatos pendentes e construir a estrutura matemática de uma nova mecânica chamada mecânica quântica.   O nascimento...

O SÉCULO QUÂNTICO

O SÉCULO QUÂNTICO José Fernandes de Lima [1] O ano de 2025 foi eleito o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A iniciativa visa marcar o centenário do advento da mecânica quântica, que ocorreu há 100 anos quando foram publicados vários artigos importantes sobre o tema. O evento celebra não apenas um século de descobertas extraordinárias, mas também homenageia o impacto profundo que a teoria quântica teve em diversas áreas do conhecimento e na tecnologia moderna. Desde as suas raízes teóricas até as aplicações práticas que moldam o nosso mundo de hoje, os 100 anos de física quântica são um testemunho do poder da curiosidade humana e da inovação científica. A física quântica teve início no começo do século XX, quando cientistas como Max Planck e Albert Einstein começaram a explorar os mistérios da radiação e da luz.  Em 1900, Max Planck introduziu o conceito de quantização de energia, sugerin...

EDUCAÇÃO MIDIÁTICA E LETRAMENTO DIGITAL

EDUCAÇÃO MIDIÁTICA E LETRAMENTO DIGITAL José Fernandes de Lima [1] O Senado Federal aprovou o projeto de lei que regulamenta o uso de aparelhos celulares por estudantes em escolas de educação básica. Durante a tramitação do projeto, os parlamentares demonstraram a preocupação com os impactos que os celulares podem causar no desempenho acadêmico dos estudantes e na disciplina escolar. Alguns educadores entendem que as medidas determinadas por lei são insuficientes para o enfrentamento da questão e precisam ser ampliadas na perspectiva do desenvolvimento de uma educação midiática e em busca do letramento digital.   É do conhecimento popular que a revolução tecnológica, impulsionada pelo avanço da internet e das redes sociais, tem moldado não apenas o comportamento individual, mas também a dinâmica social, política e econômica.  Houve uma mudança na forma como as informações são produzidas e como são distribuídas para a população, em geral.  O que antes era proveni...

EPIGENÉTICA

EPIGENÉTICA José Fernandes de Lima [1] Nós aprendemos que tudo está devidamente escrito nos nossos genes e que a posição das “letras” do DNA determina as nossas características. As moléculas do DNA das nossas células contêm as instruções para criar um corpo humano. Todas as peças-chave para o metabolismo celular e para dirigir as funções do organismo estão codificadas numa cadeia de nucleotídeos com quatro elementos: adenina, citosina, guanina e timina. Mas o que nem sempre foi dito é que há outros fatores envolvidos. A cadeia de DNA não é exatamente igual em todas as pessoas, apesentando pequenas alterações denominadas  mutações  que conferem variabilidade, ou seja, permitem que todos os membros de uma mesma espécie sejam únicos. Porém, as mutações não são as únicas alterações do DNA. Para se adaptar a um ambiente em mudança, é necessário um nível superior de organização que permita regular como e quando determinados genes devem ser lidos e traduzidos. Esta regulação é possív...

SOBRE A DESINVENÇÃO

SOBRE A DESINVENÇÃO José Fernandes de Lima [1] O verbo desinventar pode ter várias interpretações, dependendo do contexto. Essencialmente, pode significar o processo de reverter uma invenção ou desfazer algo que foi criado. Essa ideia pode se aplicar tanto a conceitos físicos quanto a ideias ou sistemas. Se imaginarmos a desinvenção de certos dispositivos tecnológicos, isso pode envolver a remoção desses dispositivos do uso diário e o retorno a formas mais simples. Em um sentido mais abstrato, desinventar uma ideia pode significar desconstruir conceitos ou teorias que foram estabelecidas, talvez para repensar ou substituir por algo novo ou ainda retornar às visões do passado. A desinvenção de certos sistemas sociais ou econômicos poderia envolver uma reavaliação e reestruturação fundamental dessas estruturas, com o objetivo de criar alternativas mais justas ou eficientes. A desinvenção guarda relação com a inovação, com a visão de progresso, com a necessidade de recuar, com a mudança d...