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Mostrando postagens de agosto, 2026

A ARTE DA FOTOGRAFIA E A CIÊNCIA DA LUZ

A ARTE DA FOTOGRAFIA E A CIÊNCIA DA LUZ José Fernandes de Lima [1] Antes de se tornar uma das formas de expressão mais populares e impactantes da humanidade, a fotografia nasceu como um enigma da física e da química.  O primeiro princípio que torna a fotografia possível é uma lei simples da ótica geométrica: a luz caminha em linha reta. Quando a radiação luminosa refletida pelo mundo atravessa um pequeno orifício e adentra um recinto escuro, ela desenha no fundo da parede oposta uma projeção invertida da realidade. A imagem formada no fundo da câmera escura é uma imagem efêmera, um espectro que desaparece assim que a fonte de luz é interrompida.  A grande busca que ocupou cientistas e inventores no século XIX não foi a criação da imagem, mas a sua fixação. Para que a luz deixasse de ser um evento passageiro e se tornasse um objeto tangível, foi necessário convocar as ciências dos materiais. A fotografia nasceu na intersecção onde a física da reflexão e a química dos elementos ...

A ECONOMIA CIRCULAR E O MOTOR INVISÍVEL

A ECONOMIA CIRCULAR E O MOTOR INVISÍVEL José Fernandes de Lima [1] A discussão sobre resíduos sólidos esteve durante muito tempo concentrada em questões sanitárias e ambientais. A prioridade era reduzir impactos causados pelo descarte inadequado e garantir condições mínimas para a preservação da saúde pública.  O aumento da demanda por matérias-primas, associado às exigências regulatórias, levou diferentes setores a buscar formas mais eficientes de produzir e consumir.  A gestão de resíduos passou então a ser vista como uma questão estratégica por diversos setores produtivos. A mudança de paradigma começa quando os resíduos deixam de ser analisados apenas como descarte e passam a ser avaliados pelo potencial econômico que carregam. Papeis, plásticos, metais, vidros e resíduos orgânicos representam exemplos de materiais que podem gerar novos produtos quando adequadamente processados e, portanto, em vez de encararem sua trajetória após o consumo, esses recursos podem retorn...

SOBRE O PISCAR DE OLHOS

SOBRE O PISCAR DE OLHOS José Fernandes de Lima [1] Há quem use a expressão “piscar de olhos” como unidade de tempo. É comum ouvirmos dizer que determinado evento teve a duração de um simples piscar de olhos.  Estima-se que o piscar de olhos demora cerca de 100 a 400 milissegundos.  Do ponto de vista fisiológico, o piscar é um mecanismo automatizado de manutenção do sistema ocular. O reflexo espontâneo aciona os músculos do olho diante de ameaças físicas, correntes de ar ou toques repentinos, funcionando como um para-brisas de emergência. A cada fechamento da pálpebra, o filme lacrimal é espalhado uniformemente sobre a córnea, nutrindo o tecido vascular, removendo detritos e mantendo a superfície óptica lisa para a refração da luz. Nós piscamos cerca de 15 a 20 vezes por minuto. Isso significa dizer que piscamos mais de 15 mil vezes por dia.  Quando ficamos ansiosos, as pálpebras batem mais rapidamente e quando ficamos hipnotizados diante de uma tela ou absorvido por um li...